Reflexões sobre os ensinamentos que podemos tirar do luto.
Aceitar a morte dos entes queridos, bem
como reestruturar a vida depois de perdas tão significativas é uma
difícil tarefa, pois se trata de uma das maiores dores do ser humano, se
não a maior.
Um dos grandes especialistas em luto no mundo, o psiquiatra inglês Colin Murray Parkes autor do livro
“Luto – Estudos sobre a perda na vida adulta” considera que o luto é o
preço que se paga por amar e ter uma vida feliz ao lado de alguém. É
assim que ele impulsiona seus pacientes a não esquecer, mas seguir com a
boa lembrança. Para o especialista, o luto é uma importante transição,
pois pode representar o reinício da própria história.
Lembrança
Quando vivemos o choque da perda,
acreditamos que é o fim, que perdemos não só a pessoa amada, mas também
tudo o que foi vivido de bom com ela. No entanto, com o tempo torna-se
perceptível que esse ente vive e viverá sempre em nossa memória. Assim,
nunca perdemos totalmente quem amamos, sempre haverá um elo nos ligando a
eles e por mais intensa que seja a dor há sempre crescimento na
superação.
Sentir que somos capazes de sobreviver a um sofrimento extremo
provoca amadurecimento e nos torna mais fortes. Refazer a vida tendo em
mente que a perda é grande, mas não total, faz toda a diferença.
Espiritualidade
A espiritualidade, independente da
religião, induz a pessoa a encontrar um sentido na vida, a buscar razões
para sobrepujar a dor. É verdade que depois de uma perda a sensação é
de quebra, de corte; então é preciso recompor-se, reestruturar a si
mesmo e a própria vida. O lado espiritual tem forte influência nesse
caminho de reconstrução. Segundo o Dr. Parkes: “Porque espiritualidade é achar um sentido na vida, qualquer que seja a linguagem que você utiliza para explicar esse significado”.
A aceitação da morte como sendo parte da vida é outra consequência da
espiritualização. A fé afasta a revolta e então é possível vivenciar a
dor sem desespero. Pessoas espiritualizadas possuem a esperança genuína
que consola e emana paz.
Vale a pena
Diante de uma grande perda muitas
pessoas ficam com medo de amar, pois acreditam que dessa forma
blindam-se da dor. Entretanto, é preciso que haja a compreensão de que
as perdas são inevitáveis na vida e aceitá-las faz parte do
amadurecimento de cada um. Não se pode negar que o luto é uma das mais
difíceis experiências que podemos vivenciar, entretanto, nenhum de nós
pode se esquivar dele. Quanto mais amamos, maior a dor da perda; é o
preço que pagamos por tanto amar.
Parkes salienta que “algumas pessoas acham seu luto tão doloroso que ficam com medo de amar novamente. Mas o preço vale a pena”.É
importante entender e legitimar isso na nossa vida, afinal, se perder
um amor é difícil; impossível mesmo é ser feliz sem amar alguém!
Mahommah Gardo Baquaqua, nascido no Norte da África no início do século XIX, trabalhou no país antes de fugir em Nova York
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Atualizado - por Leonardo Vieira - Fonte: Globo.Com
RIO - “Que aqueles ‘indivíduos humanitários’ que são a favor da
escravidão se coloquem no lugar do escravo no porão barulhento de um
navio negreiro, apenas por uma viagem da África à América, sem sequer
experimentar mais que isso dos horrores da escravidão: se não saírem
abolicionistas convictos, então não tenho mais nada a dizer a favor da
abolição.”
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As
palavras são de Mahommah Gardo Baquaqua, ex-escravo nascido no Norte da
África no início do século XIX e que trabalhou no Brasil antes de fugir
das amarras da servidão em Nova York, em 1847. O trecho consta do livro
“An interesting narrative. Biography of Mahommah G. Baquaqua” (“Uma
interessante narrativa: biografia de Mahommah G. Baquaqua”, em tradução
livre), lançado assim mesmo, em inglês, pelo próprio ex-escravo, em
Detroit, no ano de 1854, em plena campanha abolicionista nos EUA. A obra
jamais foi traduzida para o português, permanecendo desconhecida do
público brasileiro.
No entanto, com apoio do Ministério da Cultura e do Consulado do
Canadá, o professor pernambucano Bruno Véras, de 26 anos, resolveu se
debruçar sobre o documento, ajudado por outros dois pesquisadores. Ele
viajou ao Canadá, onde buscou vestígios de Baquaqua e consultou os
originais do livro, cuja primeira edição em português deve ser lançada
no Brasil até o fim do ano que vem.
- Baquaqua sempre foi um personagem que me intrigou. Ele escreveu a
única autobiografia de um africano escravizado em terras brasileiras.
Nos EUA e na Inglaterra existem vários desses relatos, que tinham uma
função abolicionista. No Brasil, só um. E, apesar disso, Baquaqua não é
conhecido em nossa História nem em nossos livros didáticos - conta
Véras.
Os historiadores Paul Lovejoy e Robin Law, por exemplo, republicaram o
livro nos anos 2000, ainda no idioma de Shakespeare. Segundo consta dos
registros da edição original, parte da obra foi ditada para o escritor
Samuel Moore, responsável também por editar a história do escravo.
DUAS VEZES ESCRAVIZADO
A trajetória extraordinária desse personagem começa nos anos 1820, em
Dijougou, onde hoje é o Norte do Benim. Filho de um proeminente
comerciante, o pequeno Mahommah Baquaqua estudou em uma escola islâmica
para ter acesso ao Corão, adquirindo conhecimentos de leitura e de
matemática. Suas habilidades logo lhe permitiram atuar em importantes
rotas comerciais que ligavam o então califado de Socoto e o extinto
Império Ashanti, que rivalizavam no tráfico de escravos e no domínio de
regiões da África Ocidental.
Baquaqua foi preso e feito escravo pelos Ashanti enquanto vendia
grãos, noz de cola e outras especiarias para o front de guerra. Mesmo
sendo recomprado e libertado pelo seu irmão, acabou novamente detido
pouco tempo depois por tentar roubar e ingerir bebida alcoólica perto de
Dijougou, algo próximo a um pecado capital para uma localidade dominada
pelo Islã.
Baquaqua não pôde contar com a sorte daquela vez. Novamente
escravizado, foi levado para a cidade litorânea de Uidá, importante
porto de onde saía grade parte dos cativos destinados ao Novo Mundo. É a
partir desse ponto que a autobiografia ganha seus contornos mais
emocionantes:
“Quando estávamos prontos para embarcar (para as Américas), fomos
acorrentados uns aos outros e amarrados com cordas pelo pescoço e,
assim, arrastados para a beira-mar. Uma espécie de festa foi realizada
em terra firme naquele dia. Não estava ciente de que essa seria minha
última festa na África. Feliz de mim que não sabia”, escreveu o escravo.
Se, antes, os brasileiros tinham conhecimento do ambiente de um navio
negreiro por meio das descrições de historiadores ou de famosos poemas
como o de Castro Alves, agora poderão ter um relato vivo de uma
testemunha de um dos piores capítulos da História da humanidade:
“Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um
lado, e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos
ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou nos sentar no chão. Noite
e dia eram iguais para nós, o sono nos sendo negado devido ao
confinamento de nossos corpos.”
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Comida e bebida eram escassos na viagem, havendo dias em que os
escravos não ingeriam absolutamente nada. “Houve um pobre companheiro
que ficou tão desesperado pela sede que tentou apanhar a faca do homem
que nos trazia água. Foi levado ao convés, e eu nunca mais soube o que
lhe aconteceu. Suponho que tenha sido jogado ao mar”, conta Baquaqua.
A incrível jornada de Baquaqua - Editoria de Arte
Pernambuco foi o destino do navio que levava nosso personagem, que
desembarcou em 1845. De início, foi levado para uma lavoura nos
arredores de Olinda, onde conheceu a dureza da escravidão brasileira: “o
fazendeiro tinha grande quantidade de escravos, e não demorou muito
para que eu presenciasse ele empregando livremente seu chicote contra um
rapaz. Essa cena causou-me uma impressão profunda, pois, é claro,
imaginei que em breve seria o meu destino”.
Baquaqua tratou da violência do senhor, chamando-o de “tirano”.
Trabalhando como padeiro, o escravo inicialmente prestava os serviços
com dedicação, mas ao ver que seu "patrão" nunca ficava satisfeito,
entregou-se às bebidas e evitou o serviço. Acabou revendido para outro
comerciante, desta vez no Rio de Janeiro.
"Meus companheiros não eram tão constantes quanto eu, sendo muito
dados à bebida e, por isso, eram menos rentáveis para o senhor.
Aproveitei disso para procurar elevar-me em sua opinião, sendo muito
prestativo e obediente, mas tudo em vão; fizesse o que fizesse, descobri
que servia a um tirano e nada parecia satisfazê-lo. Então comecei a
beber como os outros e, assim, éramos todos da mesma laia, mau senhor,
maus escravos."
Na capital do Império, devido aos seus conhecimentos de matemática e
literatura, o escravo atuou dentro de um navio especializado no comércio
de charque entre o Rio Grande do Sul e a Corte.
Mas foi uma encomenda de café para Nova York que mudou sua vida
completamente. Naquela época, os estados do Norte dos Estados Unidos já
tinham abolido a escravidão, fato que não passou despercebido por
Baquaqua. “A primeira palavra que meus dois companheiros e eu aprendemos
em inglês foi F-R-E-E (L-I-V-R-E); ela nos foi ensinada por um inglês a
bordo e, oh!, quantas e quantas vezes eu a repeti.”
Baquaqua tentou fugir do navio ao desembarcar em Nova York, mas logo
acabou preso. Com a ajuda de abolicionistas locais, o escravo conseguiu
escapar da prisão e rumou para o Haiti. Ficou por lá durante dois anos,
período em que se converteu ao cristianismo, ingressando na Igreja
Batista Abolicionista. De volta aos Estados Unidos, em 1850, o já
liberto africano frequentou aulas de inglês por três anos no Central
College, numa localidade então conhecida como MacGrawville, hoje parte
de Nova York.
RELATO SIMILAR AO DE FILME QUE GANHOU OSCAR
(filme completo)
Mas foi em Detroit que Baquaqua publicou seu livro, numa tentativa de
arrecadar fundos para a campanha abolicionista. A autobiografia - chave
do seu engajamento na luta abolicionista (que o levou até mesmo à
inglesa Liverpool, em 1857, último lugar onde se teve notícia de
Baquaqua) - é contemporânea e guarda similaridade com a de Solomon
Northup. Americano nascido livre e escravizado no Sul dos Estados
Unidos, ele teve sua obra adaptada para o cinema em 2013, com o título
“Doze anos de escravidão”. O filme americano venceu o Oscar em três
categorias, inclusive a de melhor longa-metragem.
- O contexto em que o livro de Solomon Northup foi publicado é o
mesmo do de Baquaqua. Abolicionistas incentivavam ex-escravos a escrever
relatos do cativeiro e mobilizar a opinião pública. Nada melhor do que o
próprio escravo para contar como era a escravidão - afirmou Véras, que
também trabalha para lançar um site somente sobre o ex-escravo, reunindo
vídeos, fotos e arquivos de época.
Essa fascinante história também virou tema de um pequeno documentário
em 2012, produzido por pesquisadores da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE), em parceria com professores da rede de ensino do
estado. Paulo Alexandre, conhecido nacionalmente por reproduzir os
principais acontecimentos da Segunda Guerra Mundial no Facebook, foi um
dos que participaram da produção.
Segundo ele, o personagem pode ser trabalhado em sala de aula como
uma história de superação e de luta contra os estereótipos em torno do
escravo:
- Meus alunos ficam impressionados quando lhes conto sobre Baquaqua,
pois todos tinham aquela velha ideia de escravo submisso, aquele
indivíduo sem nome nem identidade, que só sabia apanhar e trabalhar.
Ninguém imagina que ele poderia ser uma pessoa inteligente,
empreendedora, que consegue a liberdade a partir do próprio esforço.
Assista abaixo à primeira parte do documentário de 2012.
Memorizar
senhas boas não é uma tarefa simples. Mas o mais difícil é criar senhas
diferentes para todos os serviços, lembrar qual senha é de cada serviço
e, ainda assim, não esquecer nem aquelas de uso menos frequente. É para
resolver esse problema que existem softwares gerenciadores de senhas:
você cadastra suas senhas nesses softwares e protege o conjunto todo de
senhas com uma senha mestra. Assim, basta lembrar uma única senha e o
software faz o resto do trabalho sozinho.
Esta coluna já recomendou em outras oportunidades uma solução mais
simples: anotar as senhas, em papel mesmo, e guardar o papel em local
seguro. As duas opções têm vantagens e desvantagens, mas vamos partir do
pressuposto de que você não consegue memorizar todas as suas senhas.
Softwares incluem funções para gerar senhas fortes e autocompletar formulários de login. (Reprodução)
Anotar em papel torna suas senhas imunes a ataques de vírus. Muitas
pragas digitais são programadas para roubar as senhas que você grava no
navegador web, por exemplo. Ter tudo em papel protege você contra esse
tipo de ataque e ainda serve como medida de proteção caso algo aconteça
com seu computador – você não perde suas senhas. No entanto, o papel
precisa ser muito bem guardado. Se você acredita que pessoas ao seu
redor podem achar e utilizar as senhas anotadas, então o papel torna-se
uma péssima ideia.
Utilizador um gerenciador de senhas é extremamente
conveniente, porque você não precisa copiar as senhas de um papel.
Porém, embora alguns gerenciadores de senhas tentem proteger o seu
sistema na hora de usar as senhas anotadas, não há garantia contra
vírus. Na semana passada, um pesquisador da IBM revelou uma versão de um
cavalo de troia chamado de Citadel que tentar roubar senhas mestras de
gerenciadores de senhas. Como a senha mestra é a única proteção das suas
senhas, apenas com essa senha pode ser possível roubar seu arquivo de
senhas e ter acesso a todas a todas elas.
Anotar em um arquivo de texto comum, por incrível
que pareça, pode ser mais seguro. Isso porque o gerenciador de senhas
terá, obviamente, suas senhas. No entanto, um vírus não tem como saber
que um documento qualquer na verdade contém as suas senhas. Contra
ataques automatizados, como os vírus, um arquivo simples com as suas
senhas deixará elas menos expostas. Mais uma vez, porém, caso algum
conhecido seu tenha alguma má intenção, o arquivo pode ser facilmente
lido, sem a necessidade de obter qualquer "senha mestra" para saber suas
senhas.
A memória é sempre o lugar mais seguro para qualquer
senha. E, na verdade, nada impede você de fazer uso de mais de um
método: você pode guardar em papel algumas senhas, usar um gerenciador
para outras e reservar o precioso espaço na memória para as senhas mais
importantes, como as bancárias.
O mais importante é que você evite utilizar senhas muito fracas só
porque não conseguirá memorizar senhas fortes. Você também deve evitar a
dependência em mecanismos de recuperação de senhas, como as "perguntas
de segurança". Isso também pode deixar você vulnerável, principalmente
caso o invasor conheça você ou conheça algum amigo seu que possa
fornecer as informações que ele precisa para adivinhar as respostas.
Os gerenciadores de senhas não são uma bala de prata, mas podem ser
úteis e convenientes. Agir com segurança é entender os riscos e
benefícios de cada medida e escolher aquilo que é melhor para o seu
caso.
Caso você tenha interesse, um gerenciador de senhas gratuito é o KeePass.
Jovem desiste de carreira no futsal para se dedicar a vídeos de 'Minecraft'
Pedro Afonso, o 'RezendeEvil', chegou a ser goleiro de time na Itália. Vídeos em seu canal no YouTube são vistos 30 milhões de vezes por mês.
Ser jogador de futebol é o sonho de muito boleiro mirim por aí. E foi o
de Pedro Afonso, de 18 anos. Ele jogou futsal profissionalmente e chegou
a sair de Londrina (PR) para ser goleiro de um time na Itália. Mas no
começo deste ano, um outro sonho de criança, mais moderno e digital, o
trouxe de volta ao Brasil. Desde então, ele tem se focado no
"RezendeEvil", seu canal de vídeos de "Minecraft" (jogo de construção
com blocos) no YouTube. A dedicação deu retorno: a audiência foi subindo
e hoje os vídeos são vistos 30 milhões de vezes por mês.
RezendeEvil cria vídeos sobre games para o YouTube e está entre os mais populares do Brasil. Segundo o G1 apurou,
um youtuber com entre 500 mil e 1 milhão de inscritos pode ganhar de R$
6 mil a até R$ 50 mil por mês, contando apenas a receita gerada por
anúncios. Além do sucesso na web, muitos deles fazem a cabeça da
garotada na vida real, mobilizando milhares de jovens que querem tirar
uma foto ou conversar com o ídolo da internet.
Pedro já fazia vídeos de "Minecraft" há dois anos quando foi jogar no
exterior, em outubro de 2013. Levava o YouTube como "brincadeira",
apesar de ganhar algum dinheiro com o canal e ser acompanhado então por
200 mil inscritos.
Daí bastou a experiência internacional não ser o que o jovem esperava –
"foi complicado ficar longe da família" – para ele decidir transformar
hobby em atividade principal. "Para não voltar para o exterior, tive que
fazer alguma coisa. E decidi bombar meu canal", ele conta. Ainda fora
do Brasil, juntou dinheiro e comprou um bom notebook.
Apesar de a carreira no futebol não ter dado certo, ele atribui ao
esporte um dos motivos do seu sucesso. "Nunca fui de ficar muito no
computador, no PlayStation. Nunca fui viciado. Mas sou muito
competitivo, e depois que peguei o YouTube para valer, coloco alguma
meta e não vejo nem o tempo passar", explica. "Em poucos meses eu já
estava com 1 milhão de inscritos. Números de visualizações absurdos. E
recebendo muito mais do que recebia na Itália".
Atuando no 'Minecraft'
O carro-chefe de Pedro no YouTube são suas séries sobre "Minecraft",
fenômeno entre os jogadores mais jovens. Usando diversas modificações
para o game, ele trabalha com as ferramentas de criação do jogo para
contar histórias que vão desde uma versão do programa de TV "The Walking
Dead" a uma interpretação da Arca de Noé – sempre sem palavrões e com
foco no público infantil.
Com até dez amigos,"cada um com seu personagem e visão", ele usa um
roteiro base para as séries e improvisa os diálogos. "Eu gosto muito de
atuar. Tanto que as séries que mais bombam hoje no canal são de
atuação", comenta. A fórmula funciona. O vídeo mais popular do
"RezendeEvil" é a parte final de "Ilha Misteriosa", que tem até um "o
filme" no título por causa do tamanho: um colosso de 1h20, mas que conta
com mais de 2,5 milhões de visualizações. O youtuber atribui os números
ao jeito de gravar. "Quando você fala o vídeo inteiro, o pessoal não
consegue parar de ver. É difícil fechar", ensina. "São coisas muito
simples, mas que podem fazer uma diferença gigantesca".
Youtuber do achocolatado
Pedro mantém uma rotina considerada puxada entre youtubers, com a
publicação religiosa de três vídeos por dia. "Agora estou com essa meta
de bombar e chegar a números que ninguém chegou no Brasil. Hoje fiquei
das 9h até 17h gravando".
Por trabalhar com conteúdo simpático aos mais novos, "RezendeEvil"
recebe muitos presentes de seus fãs. Muitos mesmo. "Já vi inscrito de 5
anos. No vídeo, brinco que gosto de achocolatado. Em um evento, ganhei
mais de 80 litros de achocolatado. Tive que comprar mala, pagar bagagem
extra", brinca. Mesmo com as situações inusitadas, Pedro diz que dá
"muito valor para os inscritos". "Sei que sem eles não seria ninguém. Na
Brasil Game Show, tinha hora que até arrepiava, porque o pessoal
começava a gritar seu nome e você não conseguia dar atenção para todo
mundo", recorda.
Apesar de ter guardado a maioria do dinheiro que ganhou com seu canal,
Pedro conta que tem medo do YouTube se tornar um novo Orkut e acabar
subitamente. Ele pretende se mudar para São Paulo e estudar publicidade
ou direito. "O canal é primeiro lugar disparado. Mas tenho certeza que o
YouTube não é para sempre. Quero estudar para ter garantia. Não é fácil
tomar decisões", conta. "Posso chegar amanhã e ninguém mais ver graça
em mim".
'Não confio na internet', diz youtuber mascarado com 1,8 milhão de fãs
Zangado usa disfarce de 'V de Vingança' em vídeos de games no YouTube. Formado em engenharia, youtuber divide tempo entre as duas profissões.
É com uma máscara de Guy Fawkes, aquela do filme "V de Vingança",
símbolo das manifestações que tomaram o Brasil em junho de 2013, que
Thiago "Zangado" se apresenta para seu 1,8 milhão de fãs no YouTube. Sem
nunca ter mostrado publicamente o rosto desde que passou a postar
vídeos de games na web, há cinco anos, conta que o motivo para começar a
gravar foi a vontade de protestar. No caso, contra um jogo ruim. Seu
anonimato segue até hoje. No entanto, por questões de privacidade. "Não
confio na internet", conta.
Zangado cria vídeos sobre games para o YouTube e está entre os mais populares do Brasil. Segundo o G1 apurou,
um youtuber com entre 500 mil e 1 milhão de inscritos pode ganhar de R$
6 mil a até R$ 50 mil por mês, contando apenas a receita gerada por
anúncios. Além do sucesso na web, muitos deles fazem a cabeça da
garotada na vida real, mobilizando milhares de jovens que querem tirar
uma foto ou conversar com o ídolo da internet.
Mais velho que a maioria dos youtubers e formado em Engenharia Civil,
"Zangado" diz que fala com propriedade. Apesar de seus vídeos terem
"gameplays", que é quando a pessoa grava e comenta o que está jogando, o
rapaz de 27 anos tenta adotar um tom informativo como atrativo do
canal. Críticas e referências a outros jogos, filmes e livros surgem
junto da ação. O vídeo em que ele discute se vale a pena (ou não) dar
uma chance à série de terror "Resident Evil" foi visto quase 2 milhões
de vezes.
"Para você fazer uma pessoa sentar e assistir a um vídeo de 3 minutos, é
difícil. Mas quando você olha no meu canal, tenho vídeo de 1h 40. Como
você acha que consigo fazer 700 mil pessoas pararem para me ver falando
no YouTube?", questiona. "Eu busco referências, faço analogias, é uma
coisa muito profunda. Eu fiz um vídeo do jogo 'Vampire: The Masquerade -
Bloodlines' e em parte dele ensino a jogar RPG de mesa. Fiz vídeo do
novo jogo do 'Alien' e falei dos filmes 'Alien'", responde.
Não é só vídeo
Por mesclar um pouco mais de conteúdo – "é uma monografia sobre um jogo
toda vez" – ao clima informal da internet, o youtuber mascarado chega a
comparar seu formato ao de um professor de cursinho. "Se ele fica só na
explicação, a cabeça do moleque some e se transporta para outro lugar.
Se faz informação e piada, o moleque presta atenção e fica com o
professor".
Parece que funciona. Ao todo, os vídeos de "Zangado" somam 144 milhões
de visualizações no YouTube. Em eventos, é um dos mais assediados pelos
fãs e chega a ser escoltado por seguranças. Sobre esse status de
celebridade, entende que o público "passa muito tempo na frente do
computador e acaba criando um laço", mas acredita que sua atitude em
relação a eles é um diferencial.
"Quem não conhece meu canal pode achar 'por que eles gostam do Zangado,
esse bosta só faz vídeo'. Só que elas não têm noção do que é responder
mensagens sobre problemas que não tem absolutamente nada a ver com
games. É moleque que perdeu a mãe, terminou com a namorada", explica.
"Antigamente, eu respondia todo mundo. Hoje, não dá. Acumula, e quem for
insistente consegue falar comigo".
O peso da palavra
É essa natureza mais aberta da internet o motivo que faz com que
"Zangado", que pede para não divulgar seu nome completo ou a cidade onde
mora, siga sem revelar o rosto. "As pessoas se expõem demais no
Facebook, Twitter, Instagram. Se alguém quiser te rastrear e te pegar,
ela pega". Mas ele confessa que, antes da febre das redes sociais, a
timidez e o medo de ser zoado pelos colegas falaram mais alto na hora de
pensar em anonimato.
"Eu era estudante de engenharia e não queria que ninguém visse e
ridicularizasse. As pessoas gostavam, mas os vídeos não eram muito bons,
eu falava errado", conta. "Então um amigo comprou uma máscara de R$ 1
no camelô. Enquanto eu fui o 'Zangado' amador, eu usei essa máscara.
Quando as coisas começaram a crescer e passaram a enxergar que a minha
palavra tinha peso, vi que era a hora de buscar uma figura com mais
presença".
Apesar dessa quase obsessão em falar algo significativo, "Zangado" deu o
pontapé em seu canal para esbravejar. O culpado é o game de ação
"Golden Axe: Beast Rider". "Fiquei com tanta raiva que quis fazer um
vídeo para falar mal dele". Hoje, porém, ele afirma que "ter algo a
mais" é obrigatório para "não ser substituído". "O que eu não quero é
que alguém tenha a sensação de ter gastado vida me assistindo", resume.
Ele cutuca quem "grita do início ao fim", caso comum em muitos
gameplays. "A molecada cresce e deixa de gostar. Ele grita hoje, amanhã
tem um cara que grita mais alto".
Data e hora para acabar
Mas o caso de "Zangado" destoa da maioria dos youtubers. Com 27 anos,
ele divide seu tempo entre os vídeos de games e a engenharia civil:
trabalha na empresa do pai. Essa condição faz com que ele não veja
motivo em deixar seu emprego, apesar de dizer que conseguiria se
sustentar com o canal.
"Tenho a liberdade de não ir um dia, sair mais cedo, porque meu pai
sabe do outro trabalho. Se eu não trabalhasse para ele, não daria
conta". Mesmo assim, "Zangado" diz que viver do YouTube é algo "que tem
data e hora para acabar". "Na internet, cada ano riscado é uma vitória. O
público muda, pessoas enjoam. Eu vejo molecada falando 'meu sonho é ser
youtuber'. É complicado. Um diploma ninguém tira de você".
Bem-humorada, youtuber diz que 'jeito babaca' ajudou a fazer sucesso
'Maioria puxa para o sexy', diz 'malena0202', que tem 680 mil fãs em canal. Jovem já foi reconhecida na Disney e usa YouTube para pagar faculdade.
Ver uma mulher gostando de videogames ainda pode causar surpresa em
alguns poucos e bobos, mas no caso da jovem Malena Nunes, de 19 anos, a
tradição em quebrar expectativas começou uma geração antes. Foi por
causa da mãe, uma fã de "Crash Bandicoot" e mais recentemente da série
"Assassin's Creed", que ela começou a jogar e gravar seus vídeos de
games. Ela não nega que o fato de "ser menina" tenha ajudado seu canal a
crescer – "não tem muita mulher no YouTube" – mas acredita (e com
razão) que tem um diferencial: "A maioria puxa para o sexy. Eu sou
diferente. É meu jeito babaca", brinca.
"Malena0202" cria vídeos sobre games para o YouTube e está entre as mais populares do Brasil. Segundo o G1 apurou,
um youtuber com entre 500 mil e 1 milhão de inscritos pode ganhar de R$
6 mil a até R$ 50 mil por mês, contando apenas a receita gerada por
anúncios. Além do sucesso na web, muitos deles fazem a cabeça da
garotada na vida real, mobilizando milhares de jovens que querem tirar
uma foto ou conversar com o ídolo da internet.
Das desventuras do motorista Reginaldo no game "Surgeon Simulator" à
pegação e ostentação de Melody em "The Sims 4", Malena é cheia de
tiradinhas rápidas e bastante simpatia. Com seu jeito, conseguiu juntar
quase 700 mil inscritos no YouTube. "Acho que conduzo meus vídeos de uma
maneira diferente do que o pessoal está acostumado a ver mulheres
fazendo. Até mesmo alguns homens".
O público masculino, aliás, é maioria, com 60%. "Encontro de criança a
barbudo". Mas isso também significa que 40% são mulheres, o que é algo
notável para a youtuber. "Fico feliz que o número de meninas esteja
aumentando. Porque quando eu era menor, nenhuma jogava videogame. E para
mim é normal, eu aprendi com a minha mãe", diz.
Plano A é faculdade
Malena, que é estudante de Rádio & TV em São Paulo (SP), usa o
dinheiro que ganha com o seu canal para pagar sua faculdade e ajudar com
as despesas de casa, onde moram seis pessoas. Para ela, no entanto, o
YouTube é só um desvio. "Fiz um curso de oficina de vídeo quando tinha
16 anos e falei 'é isso que eu quero para a minha vida'. Mas é o que eu
costumo dizer. O YouTube não é meu Plano A. Meu Plano A é minha
faculdade. É me formar, seguir carreira, entrar em uma emissora,
trabalhar com direção de imagem", conta. A jovem diz saber que tem "uma
validade em frente às câmeras".
Por sinal, quem assiste aos vídeos bem-humorados da "malena0202",
codinome herdado da sua época no finado "Habbo Hotel", não imagina que
ela seja tímida e bem reservada. "Sou gente como todo mundo. Fico o dia
inteiro no meu quarto e quando saio para evento, fico até assustada.
Ainda não me acostumei com esse fato". Malena conta que a ficha do
alcance do seu canal caiu quando ela marcou um piquenique. "Eu e mais
dois canais falamos que íamos no Ibirapuera. Foram 2 mil pessoas. E a
gente foi retirada do parque pela Polícia Civil. Eu fui tão ingênua que
levei minha comida na mochila". Até em uma viagem de férias à Disney,
nos Estados Unidos, ela foi reconhecida várias vezes por fãs.
Mas por que existe esse sucesso todo? "As crianças hoje em dia tem
muito acesso à tecnologia. A TV para alguns é obsoleta. Só para na
frente da TV se quiser ligar o computador. A gente vê canais cortando
programas infantis. Quem supre isso somos nós. Quando eu era menor, eu
gostava muito da Xuxa. E hoje eu vejo que nós, youtubers, somos a Xuxa
dessa galera", argumenta.
Jogar é trabalho
Apesar de se divertir gravando, Malena diz que raramente consegue jogar
"Dota 2", seu game favorito. "Cada partida tem 40 minutos. E com esse
tempo eu produzo quase um vídeo inteiro. Então jogar por prazer, talvez
num dia em que eu consiga gravar quatro vídeos e ficar tranquila de
noite". A jovem defende sua profissão atual das acusações de não dar
trabalho. "[Ser youtuber de games] é uma coisa que a galera não leva a
sério justamente por ser videogame. Mas os canais com mais visualizações
no Brasil são de games".
Um dilema parecido acaba acontecendo dentro da sua casa. Ana Riskevich,
mãe de Malena, apoia o trabalho da filha em todos os sentidos, mas ao
mesmo tempo se sente dividida com uma profissão que envolve ficar na
frente do computador o dia inteiro. "Tenho amigas que falam que o filho
não assiste TV, assiste Malena. Mas eu quero fazer ela dar uma volta com
os cachorros, que ela viva o que eu vivi", confessa. "Ela viajou comigo
para Fernando de Noronha. A gente curtiu. Mas se eu falar isso pra ela
hoje, ela não vai. A não ser que leve o notebook para fazer um diário de
viagem".
Malena argumenta que o YouTube é um trabalho 24h por dia. "Você não
desliga. Eu não consigo dormir sem olhar no celular o aplicativo para
ver como um vídeo foi. É um trabalho, mas é um filho".
Youtuber expulso de evento por causa de fãs diz que faculdade é plano B
Rafael Lange, o Cellbit, faz vídeos de games para 490 mil seguidores. Jovem conta que risadas e gritos são naturais: 'me considero um palhaço'.
Na pequena Carazinho (RS), o jovem de 17 anos Rafael Lange é só mais um
estudante recém-formado no ensino médio. Em seu canal de games no
YouTube, porém, a história é outra. O apelido "Cellbit" assume o
controle e faz piadas e caretas para uma audiência oito vezes maior que a
população da sua cidade. O alcance é tão grande que o youtuber chegou a
ser expulso da feira Brasil Game Show (BGS) 2014
por causa da aglomeração de fãs. E, por enquanto, ele não pensa em se
dedicar a outra coisa. "É o que amo e vou até o final. Pretendo fazer
uma faculdade só para ter aonde ir caso tudo dê muito errado", diz.
Cellbit cria vídeos sobre games para o YouTube e está entre os mais populares do Brasil. Segundo o G1 apurou,
um youtuber com entre 500 mil e 1 milhão de inscritos pode ganhar de R$
6 mil a até R$ 50 mil por mês, contando apenas a receita gerada por
anúncios. Além do sucesso na web, muitos deles fazem a cabeça da
garotada na vida real, mobilizando milhares de jovens que querem tirar
uma foto ou conversar com o ídolo da internet.
Seguido por mais de 490 mil pessoas só no YouTube, Rafael vive uma
rotina de contrastes. Em sua cidade, é anônimo como a maioria dos outros
60 mil habitantes. Raramente sai de casa. "Não tem muita coisa para
fazer. Não tem nem cinema". Mas basta aparecer em um evento de games ou
cultura nerd para que a popularidade obtida com seus vídeos, cheios de
piadinhas e editados com suas melhores reações a jogos como "Garry's
Mod", se manifeste.
Para ele, o alvoroço de fãs acontece porque os youtubers acabam se
tornando íntimos dos seus seguidores. "Alcanço um grande público. Muitos
atingem milhões todos os dias. Quando você acaba dando sua opinião
sobre um assunto para milhares de pessoas, consegue influenciar
bastante. E como a gente sempre deixa tudo muito pessoal, o público se
sente quase como um amigo. Todo mundo quer lembrar do momento em que
encontrou quem eles gostam".
Nem por isso esses acontecimentos deixam de ser surpreendentes. Morador
do interior do RS, Rafael diz que raramente consegue ir a algum evento e
que, por isso, é sempre uma surpresa ver "a quantidade de gente que
gosta de mim. É realmente assustador". Mesmo assim, ele descarta
qualquer tipo de status em relação à fama de internet. "Eu estive dos
dois lados. Já fui muito fã. Comecei porque acompanhava um canal gringo e
queria aprender a editar que nem eles. E agora trabalho com isso. Mas
não acho que a gente seja celebridade. Essa palavra é muito forte",
opina.
Palhaço do YouTube
Esse lado pop de Rafael, no entanto, só surgiu com o canal no YouTube.
Ele conta que, antes disso, não tinha muitos amigos e quase não
conversava na escola. "Sempre fui tímido. Ficava em casa o dia inteiro
jogando videogame. Só ia para as aulas e voltava. O YouTube acabou
resolvendo isso para mim. Com o tempo, fiquei mais extrovertido".
Assim como o sueco Felix Kjellberg, o "PewDiePie", canal do YouTube com
mais inscritos (32 milhões), a especialidade de "Cellbit" é gravar
caras e bocas enquanto joga. Isso significa (muitos) gritos agudos,
gargalhadas histéricas e palavrões. O resultado costuma ser engraçado,
mas os desatentos podem não entender nada do que está sendo falado.
"Na verdade, é bem natural. O que eu sempre falo é: quando você está
gravando, tem que ser você 'vezes 10'. Tem que aumentar, falar para
fora, falar alto, para a galera te ouvir. Nisso, você se acostuma ao seu
tom de voz e, quando acontece algo surpreendente, acaba dando um berro.
Às vezes eu grito tanto que até tomo um susto na edição", brinca. Nós
também. "Respeito muito o conteúdo informativo, mas o meu estilo sempre
foi entreter. Sempre gostei de ter essa resposta, de fazer uma piada e
as pessoas rirem. Me considero um palhaço".
Prazo para dar lucro
Rafael pretende se dedicar exclusivamente ao seu canal por pelo menos
mais um ano. Depois, pensa em cursar publicidade em paralelo com seu
trabalho. "Não acho que seja válido largar tudo para fazer vídeo na
internet. Mas também não acho que isso tudo vá acabar tão rápido. No
Brasil, tem muita gente que acha errado ganhar dinheiro com o YouTube".
Para Andréa Lange, mãe de "Cellbit", a decisão do filho obviamente
preocupou no início. Por isso, eles estabeleceram um prazo para que a
atividade começasse a ter retorno financeiro, o que já acontece. "Sinto
que fui um pouco dura com ele, mas acredito que essa pressão fez com que
ele se empenhasse muito", diz. "Só quem acompanha um youtuber
diariamente sabe o que isso exige. São horas de gravação, horas
editando. É um trabalho como outro qualquer. Ver isso como uma
brincadeira ou 'trabalho fácil' é, no mínimo, injusto".
Ela conta ainda que quer ver seu filho cursando uma faculdade e que
está em negociação para que isso aconteça. "O mercado de trabalho exige
um diploma. Claro que me preocupo com a possibilidade de ele, por algum
motivo, deixar de ser youtuber e não ter uma formação. Mas,
sinceramente, hoje não consigo imaginar o Rafael em outra profissão. Ele
é um youtuber e me orgulho muito disso".
'Panetone' e 'cerveja' são opções de presentes de Natal para pets em SP
Segundo lojistas, ideia é integrar animais às festas familiares de fim de ano. Veterinário alerta para cuidados com produtos para evitar alergias.
Pet shops de São Paulo aproveitaram as festas de fim de ano para
oferecer produtos natalinos como opção de presentes para animais de
estimação. A lista é variada, com acessórios, panetone de carne e até
cerveja sem álcool. Os itens especiais são opção até para
amigos-secretos entre os bichinhos de estimação, organizados pelos
donos.
A ideia dos produtos temáticos, segundo os lojistas, é integrar cada
vez mais cães e gatos às confraternizações da família, mesmo que isso
aumente os gastos no fim de ano.
Um gorrinho de Papai Noel para cães e gatos, por exemplo, custa em média R$ 30, segundo pesquisa feita pelo G1.
As roupinhas e camisetas são vendidas por preços entre 26,90 e R$ 75 e
brinquedos de pelúcia - de papais noéis e bonecos de neve - variam de R$
31 a 49. As caminhas com estampas natalinas são mais caras e custam
cerca de R$ 200.
Lojas de São Paulo vendem produtos temáticos de Natal para pets
Na hora do lanche, as lojas também oferecem opções para a sobremesa dos
pets, como panetones fabricados para o consumo de cães com flocos de
carnes. O valor médio da embalagem de 80 gramas varia de R$ 6,90 a R$
14. A cerveja para os caninos, sem álcool, também tem sabor de carne e
custa, em média, R$ 16 a garrafa com 355 ml.
Segundo o empresário Rodrigo Albuquerque, sócio de uma rede de
franquias norte-americana com lojas no Brasil, hábitos tradicionais nas
festas de fim de ano, como o amigo-secreto com troca de presentes, tem
alavancado as vendas de Natal nas pet shops. "As pessoas vêm até a loja
para presentar os pets de amigos, mostrando o espaço que o pet está
ganhando em importância dentro da família", revelou.
Nas gôndolas e vitrines, as opções mais oferecidas são camisetas,
roupas de Papai Noel ou Mamãe Noel, gravatas, gorros ou laços vermelhos.
Os donos dos animais de estimação, no entanto, devem ficar atentos ao
período de uso de acessórios, como gorros, e
roupinhas.
Lojas de São Paulo vendem produtos temáticos de
Natal para pets (Foto: Fábio Tito/G1)
O diretor técnico veterinário de uma empresa especializada em
atendimento domiciliar de pets, José Roberto Ribeiro, explica que o
calor no fim de ano em São Paulo pode causar irritações e feridas se o
uso for prolongado, principalmente durante o dia. "A roupa muito quente
vai começar a incomodar. O pet se coça por cima da roupa e isso resulta
em nós no pelo, feridas ou até fungos por causa da umidade combinada com
o calor", afirmou.
Em casos extremos, a temperatura do animal pode subir acima do
recomendado e acabar com uma hipertermia, um efeito semelhante ao da
insolação, necessitando o atendimento médico. Já em relação aos
petiscos, como panetones e chocotones fabricados com ingredientes
específicos para os pets, o veterinário recomenda que as porções
oferecidas sejam controladas, mesmo sendo exclusivos para uso animal.
Segundo o Instituto Pet Brasil, o gasto com cães no Brasil pode chegar,
mensalmente, a R$ 315 para donos de animais de raças de grande porte,
valor que inclui ração, vacinas, banho, tosa, controle de pulgas, entre
outros cuidados. Já as raças pequenas não exigem mais de R$ 133. O gasto
geral com gatos é, em média, de R$ 84,19, com todos os valores
computados. A entidade, no entanto, não tem levantamento específico para
as vendas e os gastos com produtos pets temáticos para o Natal.
Serviço:
Cobasi
10 lojas na capital paulista
www.cobasi.com.br
Mondo Pet São Paulo
Morumbi Shopping - piso térreo
(11) 5181-1181
www.mondopet.com
Pet Center Marginal
11 lojas na capital paulista
www.petcentermarginal.com.br
Petland
Loja modelo: Rua Vieira de Morais, 1245 – Campo Belo, São Paulo – SP
(11) 2769-1762 / 1880
www.petlandbr.com.br
Lojas vendem produtos temáticos para pets para ceia de Natal, como cerveja para cães
Lojas de São Paulo vendem produtos temáticos de Natal para pets
Lojas de São Paulo vendem produtos temáticos de Natal para pets
Lojas de São Paulo vendem produtos temáticos de Natal para pets
Lojas de São Paulo vendem produtos temáticos de Natal para pets
Empresas brasileiras fazem 'pão de queijo day' nos Estados Unidos
Forno de Minas e Giraffas fizeram a ação para promover o quitute nos EUA. Clientes do Giraffas USA receberão dois pães de queijo grátis por refeição.
Consumidores dos Estados Unidos que comprarem qualquer refeição em uma
unidade da Giraffas USA às segundas-feiras receberão como brinde dois
pães de queijo. A ação, batizada de "Pão de Queijo Day", é uma parceria
da filial americana da rede brasileira Giraffas com a Forno de Minas,
que fabrica o tradicional quitute mineiro no Brasil. A campanha é por
tempo limitado.
A rede Giraffas USA possui 12 lojas na Flórida. Segundo a gerente de
exportação da Forno de Minas, Gabriela Cioba, o objetivo é apresentar o
pão de queijo ao consumidor dos EUA. "O desafio é conquistar o
consumidor americano e essa parceria com a Giraffas é importante na
divulgação do pão de queijo”, afirma.
Red Bull vai pagar US$ 13 milhões por propaganda enganosa nos EUA
Autor de ação afirma que bebida não tem efeito mencionado no rótulo. Milhões de consumidores norte-americanos podem ser reembolsados.
A marca de energéticos Red Bull aceitou pagar R$ 13 milhões aos
consumidores norte-americanos para encerrar uma ação coletiva por
propaganda enganosa.
O acordo pode beneficiar milhões de clientes que compraram o energético
nos últimos dez anos. Eles terão direito a ser reembolsados em US$ 10
ou a receber duas latinhas em casa.
A ação coletiva se deve à promessa de aumento de velocidade,
desempenho, concentração e reação dos consumidores após a ingestão da
bebida. A campanha veiculada na televisão, rádio, internet e mídias
sociais garante que "Red Bull dá asas".
No entanto, o autor da representação contra empresa, Benjamin
Careathers, alegou que a fabricante engana os consumidores sobre a
superioridade de seus produtos. Careathers afirma também que a bebida
não tem mais eficiência que um copo de café, como é informado nas
propagandas.
Procurada pelo G1, a Red Bull Brasil ressaltou que a ação se aplica apenas para consumidores norte-americanos.
"A empresa propôs um acordo neste processo para evitar os custos
imprevisíveis de uma disputa judicial nos Estados Unidos. O marketing da
Red Bull sempre foi divertido, verdadeiro e preciso", justificou a
empresa.